Gols históricos de jogadores brasileiros

Por | 2018-09-13T03:35:36+00:00 14/06/2018|

Gol, o grande momento do futebol é um consagrado programa do canal bandeirante, no ar desde a década de 80. E o nome do programa é uma grande verdade. O grande momento do futebol é o gol. O gol é o orgasmo do futebol, o objetivo maior das equipes quando entram em campo.

E o gol consagra. O gol coloca nomes na história do clube. O gol tem o poder de deixar legados e engrandecer a história de um clube e de um jogador. O gol é anestesiante, o gol é estimulante, o gol é o que de mais importante pode existir no futebol.

E se o Brasil é o país do futebol, então o gol é a nossa especialidade. A história do futebol brasileiro é repleta de gols históricos, gols decisivos, gols que permanecem na memória do torcedor e que estão pintados – literalmente – nas paredes dos tuneis na entrada do campo.

E aqui, o Leitura de Jogo vai relacionar uma série de gols que consagraram jogadores em seus clubes e deixaram pra sempre seus nomes registrados na história. Uma lista pequena é verdade, uma gota em um oceano de gols importantes que é o futebol brasileiro. Mas uma lista relevante.

Seguem, portanto, 10 gols que ficaram na história de 10 dos principais clubes do futebol brasileiro:

Joãozinho – Cruzeiro 3×2 River Plate (1976)

gol-joaozinho-1976

Estamos na final da Copa Libertadores de 1976, no terceiro jogo da decisão. O Cruzeiro havia vencido o primeiro jogo da decisão no Mineirão, mas a derrota no jogo da volta no estádio Monumental de Nuñez obrigava a realização de uma terceira partida, em campo neutro.

O palco do jogo é o Estádio Nacional, em Santiago, no Chile.

O Cruzeiro de Zezé Moreira jogaria com Raul, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderley; Piazza, Zé Carlos e Ronaldo Drumond; Eduardo, Palhinha e Joãozinho.

Já o time argentino do treinador Angel Labruna iniciou o jogo com Landaburu, Comelles, Lonardi, Artico e Urquiza; Alonso, Merlo e Sabella; Gonzalez, Luque e Más.

Depois de abrir 2 x 0, o Cruzeiro deixa o time argentino marcar duas vezes e empatar a partida. Tudo se encaminha para mais um empate, mas aos 43 minutos vem a grande oportunidade, com uma falta frontal marcada contra o time argentino, a favor do Cruzeiro.  E o Cruzeiro tem em campo o melhor cobrador de faltas do país, chamado Nelinho, quem já havia marcado na partida. É a chance de marcar o gol do título.

Nelinho ajeita a bola e toma distância para a cobrança. E eis que o irresponsável Joãozinho, de maneira surpreendente “rouba” a cobrança de Nelinho e com um chute certeiro, coloca a bola no ângulo e marca o terceiro gol do Cruzeiro, o gol do primeiro título da Libertadores para a raposa.

Um gol que colocou, para jamais tirar, o nome de Joãozinho, da história do Cruzeiro. Veja o gol:

Índio – Bangu 1×1 Coritiba (1985)

O Coritiba do grande Ênio Andrade chega para a final do campeonato brasileiro de 1985 contra o Bangu no Maracaña lotado. Para chegar a final, o Coxa já havia deixado para trás gigantes do futebol nacional como São Paulo, Cruzeiro, Flamengo, Santos, Corinthians e Atlético-MG.

O time paranaense daquele ano tinha Rafael; André, Gomes, Heraldo e Dida; Marildo, Almir e Toby; lela, Índio e Edson.

O adversário, o Bangu, era favorito ao título e tinha sob o comando do treinador Moises o seguinte time: Gilmar, Márcio, Jair, Oliveira e Baby; Israel, Lulinha e Mário; Marinho, João Cláudio e Ado.

E aos 25 do primeiro tempo, o centroavante coxa-branca Índio, que atravessava um longo jejum de gols, desencantou e em um golaço de falta, colocou a bola no ângulo do goleiro Gilmar, marcando assim o primeiro gol da partida.

O Bangu ainda empataria o jogo e a decisão indo para a prorrogação. A persistência do empate levou a decisão para os pênaltis, onde o Coritiba se consagraria campeão brasileiro e o centroavante Índio colocaria seu nome na história do clube paranaense.

Veja o gol:

Bobô – Bahia 2×1 Internacional (1988)

Na terra de todos os santos, depois de eliminar Sport Recife e Fluminense, o Bahia chegava na decisão para encarar o Internacional de Porto Alegre, quem havia eliminado o Cruzeiro e também seu eterno arquirrival, o Grêmio.

Para ser campeão, o Bahia teria que derrotar a forte equipe do Internacional, do treinador Abel Braga, que tinha grandes nomes do futebol e jogava com Taffarel, Luis Carlos Winck, Aguirregaray, Nenê e João Luís; Norberto, Luis Carlos Martins e Leomir; Maurício, Nílson e Edu.

O Bahia comandado por Evaristo de Macedo, tinha Ronaldo; Tarantini, João Marcelo, Claudir e Edinho; Paulo Rodrigues, Zé Carlos e Bobô; Osmar, Charles e Marquinhos.

Jogando em casa o Bahia foi ousado e foi para cima do Internacional, mas acabou vendo o colorado gaúcho abrir o marcador em gol de Leomir, aos 19 minutos do primeiro tempo.

E aí surge a estrela de Bobô.  O maior ídolo da história do Bahia.

Ainda no primeiro tempo, aos 36 minutos, em cruzamento de Zé Carlos, Bobô cabeceia com violência e Taffarel tem que buscar a bola no fundo das redes.

E no segundo tempo, após disputa de bola dentro da área, Bobô mais uma vez marca e coloca de vez seu nome na história do clube. Virada do Bahia, 2 x 1.

No jogo da volta em Porto Alegre, bastou um 0 x 0 para o Bahia conquistar seu segundo título nacional e coroar Bobô como o maior jogador do Bahia de todos os tempos.

Veja os gols de Bobô na partida:

Mauricio – Botafogo 1×0 Flamengo – 1989

O Botafogo sofria com o mais longo jejum de títulos da sua história. Já haviam passado 21 anos desde a sua última conquista. E após grande campanha, chegou invicto a decisão contra seu arquirrival, o Flamengo.

E o Flamengo se mostraria um grande adversário. O time comandado por Telê Santana, estava repleto de estrelas e jogou com Zé Carlos, Jorginho, Aldair, Zé Carlos II e Leonardo; Ailton, Renato e Zico; Alcindo, Bebeto e Zinho.

Mas o Botafogo não ficava atrás e tinha sob o comando de Valdir Espinosa um time com Ricardo Cruz, Josimar, Wilson Gotardo, Mauro Galvão e Marquinhos. Vitor, Carlos Alberto e Luizinho. Mauricio, Paulinho Criciúma e Gustavo, que depois seria substituído por Mazolinha.

E aos 12 minutos do segundo tempo vem o sonhado gol do título. Mazolinha cruza da direita e o atacante Maurício acerta um belo chute e faz a bola balançar a rede rubro-negra. Gol do Botafogo e o jogo termina assim, 1 x 0, para delírio dos torcedores botafoguenses.

Não existe botafoguense no mundo que não lembre deste gol e não há como jamais apagar o nome do atacante Mauricio, da história do clube carioca.

Veja o gol:

Evair – Corinthians 0x4 Palmeiras – 1993

O Palmeiras amargava 16 anos sem títulos. No primeiro jogo da decisão do campeonato paulista, o Palmeiras havia perdido para o Corinthians por 1 x 0, gol de Viola, que na comemoração imitou um porco como forma de provocação a torcida palmeirense.

No jogo da volta, o Palmeiras precisava vencer o jogo no tempo normal e também na prorrogação. Um grande desafio.

O Corinthians comandado por Nelsinho Baptista tinha Ronaldo, Leandro Silva, Marcelo Dijian, Henrique e Ricardo; Adil, Ezequiel, Marcelinho Paulista e Neto; Paulo Sergio e Viola.

O Palmeiras do técnico Vanderlei Luxemburgo tinha Sérgio; Mazinho, Antônio Carlos, Tonhão e Roberto Carlos; César Sampaio, Daniel e Edílson; Edmundo, Evair e Zinho.

E o Palmeiras foi soberano. Durante os 90 minutos, aplicou sonoros 3 x 0 no maior rival, com gols de Zinho, Evair e Edílson. Mas não era suficiente. O saldo de gols não era critério para desempate e a partida iria para a prorrogação.

Evair já era o grande nome do jogo. No tempo normal deu passe para Zinho abrir o placar, marcou o segundo gol e ainda participou da jogada em que Edílson marcou o terceiro gol. E aos 10 minutos da prorrogação, é assinalado pênalti para o Palmeiras. E o centroavante não fugiu da responsabilidade. Tomou a bola para si e com a frieza de um matador, colocou a bola no fundo da rede, encerrando um longo jejum de títulos do clube paulista.

Evair marcou 127 gols com a camisa do Palmeiras e está entre os 10 maiores artilheiros da história do clube. Mas nenhum dos outros 126 gols foi tão importante como o gol marcado na prorrogação no inesquecível 12 de junho de 1993. Veja o lance do pênalti e o gol de Evair:

Ailton – Grêmio 2×0 Portuguesa – 1996

Em 1996, o Grêmio chega a final do campeonato brasileiro contra uma surpreendente Portuguesa, que encantou o Brasil e desafiou a lógica do futebol nacional.

O time comandado por Candinho tinha Clemer, César, Zé Maria, Zé Roberto, Capitão, Gallo, Rodrigo Fabri, Zinho, Alex Alves e Caio. Um time recheado de jogadores que mais tarde se consagrariam no futebol nacional e internacional.

E no jogo da ida, a Lusa mostrou que era candidata. Colocou o Grêmio na roda e aplicou 2 x 0 no time gaúcho, mostrando que venderia caro o título para o Grêmio.

O Grêmio de 1996 ainda era o Grêmio temido de Felipão e cia, time que havia vencido com méritos a Copa Libertadores de 1995 e que agora sonhava com o título brasileiro. O Grêmio tinha Danrlei, Arce, Rivarola, Mauro Galvão e Roger; Dinho, Goiano, Émerson e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Zé Alcino. E no banco tinha Ailton. O contestado Ailton, tantas vezes vaiado pela torcida gaúcha.

Logo aos 3 minutos do primeiro tempo, Paulo Nunes mostrou a vontade do Grêmio de ser campeão e abriu o marcador.

Mas o tempo foi passando. Passando. Passando. E o gol não saia. Até que o volante Dinho chama o treinador, pede para sair e recomenda: “Me tira e coloca o Ailton”.

E eis que aos 38 minutos do segundo tempo, Carlos Miguel faz um despretensioso lançamento para a grande área, que é afastado de cabeça pelo zagueiro. Mas a bola sobra para Ailton, quem chuta de primeira e marca o gol do título gremista em 1996.

Ailton, tão criticado e agora ovacionado pela torcida tricolor entra para a história do clube, para nunca mais sair.

Veja o gol:

Petkovic – Flamengo 3×1 Vasco – 2001

Qual torcedor do Flamengo não tem na memoria a imagem de Petkovic, correndo, braços abertos, comemorando o golaço marcado de falta, na decisão contra o Vasco em 2001?

Flamengo e Vasco em dois grandes jogos decidem o campeonato carioca daquele ano. No jogo de ida, o Vasco vence pelo placar de 2 x 1 e colocava o time de Petkovic na pressão para obter a vitória no jogo da volta.

O Vasco era comandado por Joel Santana e o time naquela final iniciou com Helton, Clebson, Geder, Torres e Jorginho Paulista; Fabiano Eller, Paulo Miranda, Pedrinho e Juninho Paulista; Euller e Viola.

O Flamengo era comandado por Zagallo e iniciou a partida com Julio Cesar, Alessandro, Fernando, Juan, Cassio, Leandro Avila, Rocha, Beto, Petkovic, Reinaldo e Edílson.

Naquele dia, Edilson, endiabrado como de costume, já havia marcado 2 vezes, mas Juninho Pernambucano também havia marcado e o resultado de 2 x 1 não bastava ao Flamengo.

E aos 43 minutos do segundo tempo, falta em Edilson, a frente da grande área. E Petkovic era especialista. Em uma das cobranças mais precisas da historia do nosso futebol, Pet coloca a bola no ângulo do goleiro Elber e dá o tri carioca ao Flamengo.

E Petkovic deixaria seu nome definitivamente gravado na história do Flamengo e no coração do torcedor rubro-negro.

Veja o gol:

Adriano Gabiru – Internacional 1×0 Barcelona – 2006

O ano de 2006 foi o mais importante da história do Internacional. Naquele ano, o Inter conquistaria a sua primeira Copa Libertadores e de quebra, conquistaria o maior título possível para um clube de futebol, o mundial interclubes.

O jogo disputado em Yokohama no Japão era contra o poderoso Barcelona. Um Barcelona que – como hoje – era recheado de craques. O time comandado por Rijkaard tinha Victor Valdés; Gianluca Zambrotta, Carlos Puyol, Rafa Márquez, Giovanni Van Bronckhorst; Thiago Motta, Deco, Andrés Iniesta, Ludovic Giuly; Ronaldinho e Eidur Gudjohnsen.

O Internacional, treinado por Abel Braga chegou para o jogo com Clemer; Ceará, Índio, Fabiano Eller e Rubens Cardoso; Edinho, Wellington Monteiro, Iarley e Alex; Alexandre Pato e Fernandão. E no banco, Adriano Gabiru.

O Inter soube sofrer o jogo e segurar a pressão do time do Barcelona que partia com objetividade ao ataque.

Aos 16 minutos de jogo, Abel Braga tira Fernandão e coloca o contestado Adriano Gabiru.

E quando o jogo parecia encaminhar-se a um 0 x 0, Iarley, coloca a bola em profundidade e deixa Adriano Gabiru cara a cara com Victor Valdés. E ele não desperdiça a oportunidade da sua vida. É gol do Internacional e o Inter se torna o melhor time do mundo.

Depois disso, Adriano Gabiru nunca mais alcançou a gloria no futebol. Mas deixou seu nome eternizado no Sport Club Internacional.

Veja o gol de Gabiru na narração de Galvão Bueno:

Paolo Guerrero – Corinthians 1×0 Chelsea – 2012

Em um grande jogo de futebol, acompanhado por 68 mil pessoas em Yokohama, no Japão, o Corinthians do ténico Tite chegaria a máxima gloria possível no futebol: o mundial interclubes.

O Corinthians depois de vencer a Copa Libertadores da América naquele ano, chegava ao Japão convencido que era possível vencer o forte time do Chelsea e conquistar o mundo.

O Corinthians do técnico Tite jogou com Cássio; Alessandro, Chicão, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Jorge Henrique e Danilo; Emerson Sheik e Paolo Guerrero.

Do outro lado, o poderoso clube inglês, o Chelsea, de Rafa Benitez. O comandante inglês levou a campo um time com Peter Cech; Ivanovic, Cahill, David Luiz e Ashley Cole; Ramires e Lampard; Moses, Juan Mata e Hazard; Fernando Torres.

O Corinthians não se intimidou e jogou de igual para igual com o clube inglês. Ainda assim, o goleiro Cassio foi muito exigido, fez grandes defesas e foi um dos destaques da partida e da conquista.

O grande protagonista, entretanto, seria o peruano Paolo Guerrero. Em chute prensado de Danilo a bola sobrou e encontrou a cabeça de Paolo Guerrero que com tranquilidade mandou a bola para o fundo da rede azul.

A partir daí, foi só administrar o jogo e aguardar o apito final, para colocar o Corinthians no topo do mundo e o atacante Paolo Guerrero na historia do clube paulista.

Veja o gol, narrado por Galvão Bueno:

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