Diego Armando Maradona nasceu em 30 de outubro de 1960 em Lanús, Buenos Aires. Ele viveu toda a sua infância em Villa Fiorito, um bairro pobre no sul dos subúrbios de Buenos Aires. Lá, ele desenvolveu sua “canhota imortal”, que traria imensa alegria aos argentinos e a todos os amantes do futebol no mundo. Com seus 1,65 de altura, ele conseguiu aliviar a dor de uma guerra, tornar-se a alegria de um povo que só conhecia a tristeza e permanecer para sempre na história do esporte mundial.

O início de Maradona no futebol

A estrela do futebol mundial teve seu primeiro contato com a bola aos 3 anos, quando seu primo lhe deu uma, de couro. Ele mesmo conta que ficou o dia todo com a bola, ao ponto de dormir abraçado nela.

Maradona deu seus primeiros chutes nas proximidades da sua casa em “Las Siete Canchitas“: uma potreiro gigante de terra seca com vários campos, onde alguns tinham goleiras e outros não. Ainda assim, ele conseguiu começar a mostrar suas habilidades. Ao mesmo tempo, entre seus 6 e 7 anos, ele também jogou no “Estrella Roja“, um time treinado por seu pai que jogava no potreiro com outros times do bairro, onde Diego conquistou um lugar, apesar de ser muitos anos mais jovens que os outros jogadores e adolescentes.

Aos 8 anos, um amigo de infância o levou para um teste no Argentinos Juniors. Obviamente, ficou. Diego começou a jogar naquele clube, em um grupo chamado “Los Cebollitas”, um time formado por Francisco Cornejo (“descobridor” de Maradona) para poder inscrever-se em um torneio que não permitia a participação de clubes profissionais. Esse time atingiu o recorde de 136 jogos invictos.

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Finalmente, com apenas 15 anos, Maradona fez sua estreia. Foi no dia 20 de outubro de 1976, entrando no segundo tempo de uma partida em que o Argentinos Juniors perdeu por 1-0 em casa para o Talleres.

Naquela época, Diego já era conhecido pelos fãs dos “Bichos” (como são chamados os torcedores do Argentinos) pois, enquanto jogador das categorias de base, saia no intervalo dos jogos para fazer malabarismos com a bola. Chegou a aparecer em um dos programas mais assistidos na televisão argentina da época, onde disse a primeira de suas muitas frases históricas: “Meu primeiro sonho é jogar na Copa do Mundo. E o segundo é ser campeão …

Trajetória como jogador

Maradona jogou no Argentinos Juniors até 1980, onde jogou 166 partidas e marcou 116 gols. Lá, consagrou-se como artilheiro nos torneios Metropolitano 1978, Nacional 1979, Metropolitano 1979, Nacional 1980 e Metropolitano 1980, e é o único jogador da história do futebol argentino a ser goleador em 5 competições. Apesar desses números, ele não conquistou nenhum título no Argentinos Juniors. No entanto, ele conseguiu levar o Argentinos a um segundo lugar no Metropolitano de 1980, sendo esta a melhor colocação do clube até hoje.

Maradona rumbo al gol, jugando para Argentinos Juniors
Fonte: Wikimedia

Em 1978, Diego estava cotado para a seleção da Argentina naquele ano, para a copa no próprio país. No entanto, César Luis Menotti tomou a decisão de não levá-lo. A Argentina sagrou-se campeã e Menotti assumiu a equipe juvenil da seleção, que também sería campeã do Mundo Juvenil, no Japão em 1979. Para esta competição, Menotti sim convocou a Maradona, que converteu 6 gols e foi escolhido como o melhor jogador da seleção no torneio.

Em 1981, após muitos anos rejeitando ofertas de outros clubes, ele decidiu deixar o Argentinos Juniors para transferir-se ao Boca Juniors. Curiosidade: o River Plate ofereceu mais dinheiro pelo camisa 10, mas o meia optou mesmo pelo Boca Juniors. Na sua primeira passagem com a camisa “Xeneize“, ele disputou 40 jogos e marcou 28 gols. Além disso, ganhou o Metropolitano de 1981, seu único título no futebol argentino.

Maradona festejando un gol en su primer paso por Boca Juniors
Fonte: Wikipedia

Em 1982, Maradona disputou sua primeira Copa do Mundo, quando marcou dois gols, mas a Argentina ficou de fora na segunda fase de grupos. Após essa competição, ele foi contratado pelo FC Barcelona na Espanha por uma cifra milionária. Sua passagem pelo clube “Blaugrana” foi marcada por uma série de lesões que o levaram a perder muitos jogos. De qualquer forma, ele marcou 38 gols em 58 jogos e conquistou três títulos: a Copa da Liga e a Copa do Rei em 1983 e a Supertaça da Espanha em 1984.

Em 1984, chegaria ao Napoli, onde tornou-se o principal ídolo da história do clube. O que Diego gerou (e ainda gera) naquele clube é algo inexplicável. Por esse motivo, dedicamos uma seção inteira deste artigo para aprofundar sua jornada pela Itália.

O mesmo vale para a segunda Copa do Mundo disputada por Maradona: México 1986. Outro evento histórico, cheio de emoções e eventos incríveis. Também vamos dedicar uma seção especial para falar sobre a máxima consagração do “deus do futebol”.

Em 1990, ele jogou sua terceira Copa do Mundo, a da Itália. A maior recordação em relação a Maradona nesse mundial, foi sem dúvida, sua assistência a Caniggia para eliminar o Brasil nas oitavas de final. Finalmente, a Argentina acabaria perdendo a final daquela copa.

Em 1991, encerrou sua passagem pelo Napoli da pior maneira: com um resultado positivo no controle antidoping. Foi punido com 15 meses de suspensão. Depois da conclusão da suspensão, em 1992, ele foi contratado pelo Sevilla. Lá, disputou apenas 29 jogos e marcou 8 gols e não teve um bom relacionamento com os diretivos, que pediram que ele não viajasse para jogar a Copa Artemio Franchi com a seleção. Diego ignorou, viajou e conquistou seu segundo título na Seleção Argentina.

Em 1993, voltou ao futebol argentino, vestindo a camisa do Newell’s Old Boys, de Rosario, onde jogou apenas 5 jogos sem marcar gols.

Em 1994, nos Estados Unidos, ele jogou sua quarta e última Copa do Mundo, tristemente lembrada. Na segunda partida do torneio, Maradona foi selecionado para o controle de doping e testou positivo novamente. “Eles cortaram minhas pernas”, disse ele no dia 10 depois de saber o resultado. Assim, sua participação na Seleção Argentina terminou, com 91 jogos disputados e 34 gols marcados.

Durante a suspensão, novamente de 15 meses, fez sua estréia como treinador.

Finalizada a suspensão, Maradona retorna ao Boca Juniors. Foram três anos de controvérsias, onde disputou 31 jogos e marcou 7 gols, até que finalmente disputou sua última partida profissional em 25 de outubro de 1997.

Ao longo de sua carreira de sucesso, “el 10” foi distinguido com inúmeros prêmios individuais. Mas há um que ele nunca conseguiu obter pelo simples fato de ser argentino: o Bola de Ouro, que naquela época, era dada apenas a jogadores europeus.

A carreira de Maradona foi, sem dúvida, extraordinária. No entanto, ele nunca conseguiu obter três títulos: a Copa Libertadores (nunca disputada), a Liga dos Campeões e a Copa América. Isto, no entanto, não ofusca no mais mínimo a magnitude de Diego Armando Maradona como jogador de futebol.

Carreira como treinador

Maradona começou sua jornada como treinador no dia 3 de outubro de 1994, antes mesmo de se aposentar como jogador de futebol, cumprindo a penalidade por doping positivo. Naquele dia, ele assumiu o comando do Deportivo Mandiyú, um clube que na época estava na Primeira Divisão do futebol argentino. Renunciou dois meses depois, tendo alcançado apenas uma vitória.

Em janeiro de 1995, ele passou a comandar o Racing Club, onde passou 4 meses, nos quais conseguiu apenas 2 vitórias.

Mais de 10 anos depois de se aposentar do futebol, ele voltou ao cargo de treinador quando assumiu a Seleção Argentina em 2008. Teve uma atuação irregular. No entanto, classificou-se de maneira sofrida para a Copa do Mundo da África do Sul de 2010.

Ainda assim, seu time fez uma boa copa do mundo até as quartas de final, quando foi goleado por 4 a 0 pela Alemanha. Esse foi seu último jogo no comando da Seleção.

Maradona dirigiendo a la Selección Argentina
Fonte: Wikipedia

Em 2011, Maradona assumiria o comando do Al Wasl nos Emirados Árabes Unidos, onde foi finalmente demitido em 2012 pelos maus resultados.

Após uma parada como treinador, voltou a treinar em 2017, o Al Fujairah, que disputava a segunda divisão dos Emirados Árabes Unidos. Depois de não conseguir o acesso direto a primeira divisão, ele deixou o cargo. A equipe, no entanto, acabou conseguindo o acesso na repescagem daquela mesma temporada, já sem Maradona a frente da equipe.

Em 2018, ele foi contratado pelo Dorados de Sinaloa, da segunda divisão do México. Comando a equipe em dois torneios e em ambos chegou a fase final de acesso, mas perdeu nas duas oportunidades. Em 2019, deixou o cargo afirmando que se concentraria no cuidado da sua saúde.

No entanto, ainda naquele ano, retornou à Argentina e assumiu o comando do Gimnasia de La Plata, que estava muito próximo do rebaixamento para a segunda divisão. A primeira parte do torneio não foi boa, mas no final, o time alcançou a recuperação e os pontos necessários para salvar o “Lobo” do rebaixamento. Finalmente, o torneio acabaria suspenso, faltando 9 rodadas, devido ao coronavírus, e a federação argentina optou por não rebaixar nenhum clube na temporada.

Copa do Mundo México 1986: a consagração de Maradona

A Seleção Argentina não chegou com grandes esperanças a esta Copa do Mundo, pelos últimos jogos disputados, onde a equipe não obteve resultados favoráveis. Mas havia algo que mantinha vivo o sonho de todo o povo argentino: Diego Armando Maradona.

Maradona levantando la Copa del Mundo 1986
Fonte: Wikipedia

No primeiro jogo da Copa do Mundo, o sonho cresceu. A Argentina venceu a Coréia do Sul por 3-1 com três assistências de Maradona. Esse jogo ficou marcado na memória do torcedor argentino, pela agressividade que os coreanos demonstraram contra a estrela argentina: cometeram 11 faltas, a maioria delas violentas. De qualquer forma, de acordo com seus companheiros de equipe, Diego não parou de pedir a bola durante todo o jogo.

A segunda partida era contra o então campeão mundial, a Itália. Um jogo difícil, muito disputado, até aparecer o camisa 10. Ele deixou a bola correr de maneira espetacular, buscou o passe e definiu ainda melhor, colocando o 1 x 1 no placar final.

O último jogo da fase de grupos também contou com a genialidade de Maradona: uma assistência formidável para selar o 2-0 e a vaga na seguinte fase, onde enfrentaria o Uruguai. No clássico “rio-platense”, Diego jogou, segundo ele, a sua melhor partida da Copa do Mundo. Vitória Argentina por 1 a 0.

O jogo contra a Inglaterra

Um dos jogos mais lembrados na história do futebol mundial ocorreu nas quartas de final. A Argentina se enfrentava com a Inglaterra. Foi um jogo com um contexto especial. Quatro anos antes, Argentina e Inglaterra já haviam se enfrentado, mas em um estádio e sim, em um evento muito mais triste: a guerra das Malvinas. Uma ferida ainda aberta. Os próprios jogadores da seleção argentina estiveram próximos de ser convocados para a guerra.

Maradona a punto de marcar "El gol del siglo" ante Inglaterra
Fonte: Wikipedia

O primeiro tempo acabou sem dor ou glória. Mas o segundo tempo foi histórico. Já aos 6 minutos, Diego Armando Maradona abriu o placar com “La Mano de Dios“.

Apenas 4 minutos depois, a estrela argentina seria consagrada para sempre: ele fez o 2-0 com “O gol do século“, considerado por muitos como mais bonito gol de todos os tempos.

Perto do fim, veio o desconto da Inglaterra como uma “decoração” no resultado e para agregar uma dose de sofrimento nos corações argentinos, que ao apito final, explodiram em um grito de alegria e alívio.

O escritor Eduardo Sacheri escreveu em um livro: “Essa partida, ou vencer a Copa do Mundo, jamais irá consertar a enorme dor das Malvinas e de todos jovens mortos. Mas perder esse jogo, perdê-lo contra eles, tornaria tudo mais cruel, mais amargo e mais injusto.” Maradona se certificou de que isso não acontecesse. Maradona venceu os ingleses. Maradona fez milhões de pessoas se sentirem um pouco “menos mal” pela perda de 649 argentinos, mortos na guerra.

É por isso que a figura de Diego é tão importante para a Argentina, não apenas do ponto de vista do futebol. Esse triunfo representou muito mais do que uma simples classificação para as semifinais da copa do mundo.

“Isto é por todos os jovens que não podem gritar esta vitória”, disse um narrador argentino ao final da partida.

Semifinal e Final

A Argentina colidiu com a Bélgica no penúltimo jogo da Copa do Mundo. E novamente, apareceu Maradona para definir o curso do jogo. Ele marcou os dois únicos gols da partida. O segundo foi depois de uma jogada magnífica, deixando quatro rivais pelo caminho.

No jogo decisivo, a Seleção Argentina enfrentou a Alemanha Ocidental. O jogo estava empatado em 2 a 2, mas faltando 7 minutos, apareceu novamente o 10. Com um passe no meio de quatro jogadores alemães, Maradona deixou Burruchaga sozinho, que colocou um definitivo 3-2 no placar.

“Vi a ‘Burru’ sozinho e fiz o passe para que ele pudesse nos levar ao céu”, declarou Maradona, anos depois. E assim foi. Naquela tarde de 29 de junho de 1986, Diego Armando Maradona, junto com milhões de argentinos, tocou o céu com as mãos na mais alta consagração de sua carreira.

Maradona no Napoli

Maradona foi apresentado no Napoli em 5 de julho de 1984, ante um estádio lotado. A equipe vinha de salvar-se do rebaixamento na temporada anterior, mas com a chegada do camisa 10, estavam empolgados, sonhando com coisas maiores. No entanto, as duas primeiras temporadas não foram de muito sucesso.

Maradona en un partido por el Napoli
Fonte: Wikipedia

A história mudaria após o regresso de Maradona da Copa do Mundo de 1986. Na primeira temporada após a Copa, o Napoli, de Maradona, conquistou seu primeiro título na história. Além disso, eles conquistaram também a Copa da Itália.

Na temporada seguinte, 1987/88, o time voltou a mostrar um nível extraordinário, sempre graças a Maradona. Mas o nível da equipe caiu perto do fim, e o clube acabou ficando em segundo lugar na liga.

A temporada 1988/89 foi, talvez, a mais importante da história do Napoli. O clube foi novamente vice-campeão italiano, mas conseguiram, graças à estrela, o primeiro título internacional do clube: a Copa da UEFA.

E como se isso não bastasse, para coroar sua passagem pela Itália, Diego levou o Napoli a conquistar um novo título da liga em 1990.

É por tudo isso que “Maradona” é uma palavra sagrada em Napoli. “Era uma cidade degradada, cheia de problemas e miséria, só tinha o futebol como expressão das suas esperanças e desejos”, disse o jornalista Bruno Passarelli. E Diego Armando Maradona chegou para que suas esperanças e desejos se realizassem. Assim como ele fez com os argentinos em 86, Maradona “salvou a vida” de milhares de napolitanos.

Ainda hoje, mais de 30 anos após suas façanhas, a cidade de Napoli continua sendo um santuário de Maradona. Você só precisa visitar a cidade para encontrar, em qualquer parte, um mural, uma loja, uma rua ou qualquer outra coisa que leve o nome de Maradona.

Maradona festejando un campeonato en Nápoli
Fonte: Wikipedia

Estou apaixonado, vi Maradona“, é o grito que os torcedores do Napoli cantam em forma de oração ao seu deus.

Deus do futebol

Como explicado anteriormente, o fanatismo por Maradona na Argentina e em Nápoles é imenso por suas realizações no futebol. No entanto, esse sentimento se espalha por todo o mundo e em todos os amantes do esporte.

Maradona é considerado como “o deus do futebol“. Tanto que seus fãs fundaram a “Igreja Maradoniana“, uma religião paródica que tem como figura central a estrela mundial do futebol.

Além disso, compositores de todo o mundo escreveram músicas inspiradas em sua figura. Estádios e ruas recebem o seu nome, livros foram escritos, filmes foram feitos, estátuas e tudo o que se pode imaginar, em homenagem a Diego Armando Maradona.

Desde o seu retorno à Argentina para ser o treinador do Gimnasia, tributos são preparados em todos os estádios que Maradona visita, sem importar qual seja o adversário.

Os gols mais importantes

O mais bonito, segundo Maradona

Se alguém perguntar “Qual foi o gol mais bonito que Maradona marcou?“, a grande maioria (ou todos) vão responder que foi “o gol do século“, marcado contra a Inglaterra em 1986. Mas não Maradona. Para ele, o melhor gol de sua carreira foi em 1980, jogando pelo Argentinos Juniors, em um amistoso na Colômbia contra, o Deportivo Pereira.

O primeiro gol de Maradona

Em 14 de novembro de 1976, Maradona marcou o primeiro gol de sua carreira. Foi na vitória do Argentinos Juniors contra o San Lorenzo de Mar del Plata. Naquele dia, ele também marcaria outro gol. Não há vídeos dessa partida.

O último gol de Maradona

Um mês antes de dizer adeus para sempre a carreira como jogador profissional, Diego marcou seu último gol. Foi de penalti contra o Newell’s Old Boys. No gol estava Sergio Goycochea, goleiro histórico da Seleção Argentina, consagrado pela sua capacidade de pegar pênaltis.

Os 4 gols contra Gatti

Em 1980, Argentinos Juniors enfrentava o Boca Juniors. Na véspera do jogo, o goleiro Hugo Gatti havia dito que Maradona era apenas “um gordinho“. Assim, o técnico argentino pediu a Diego para marcar dois gols em Gatti. Ele redobrou a aposta. “Eu vou fazer quatro“, disse ele. E fez!

O gol impossível

Imagine como marcar um gol em um tiro livre indireto, a poucos metros do gol e com oito jogadores e o goleiro à frente. Complicado? Não para Maradona. Jogando pelo Napoli, em 1985, o gol de Maradona carimbou a vitória por 2 x 1 sobre a poderosa Juventus.

“La mano de Dios”

Na partida contra a Inglaterra pela Copa do Mundo de 1986 no México, Maradona abriu o placar com um dos gols mais famosos e controversos da história. Depois de uma ótima jogada individual, Maradona fica livre e recebe a bola pelo alto, em um mau desvio do zagueiro inglês. A bola estava no ar e, antes do goleiro Shilton (20 cm mais alto que Diego), Maradona pulou, esticando o braço esquerdo para empurrar a bola para o gol.

Fiz o gol um pouco com a cabeça e um pouco com a mão de Deus“, declarou ele após a partida.

O gol do século

Apenas quatro minutos depois da “mão de Deus”, aconteceu aquele que para muitos, foi o gol mais bonito da história. Não apenas pela magnificência da jogada, na qual ele driblou seis ingleses, mas por tudo o que isso significava. Além disso, foi acompanhada por essa narração icônica de Víctor Hugo Morales, que tornou o gol ainda maior:

“Lá está Maradona, dois marcam, Maradona pisa na bola, o gênio do futebol mundial começa pela direita, sai da terceira e vai jogar para Burruchaga … Sempre Maradona! Gênio! Gênio! Gênio! Ta-ta-ta-ta-ta-ta-ta-ta … Gooooool … Gooooool … eu quero chorar! Bom Deus, viva o futebol! Golaaazooo! Diegoooool! Maradona! É de chorar, me perdoem … Maradona, numa corrida memorável, na jogada de todos os tempos … Barril cósmico … De que planeta você veio para deixar tantos ingleses na estrada, para que o país seja um punho cerrado gritando pela Argentina! Argentina 2 – Inglaterra 0. Diegol, Diegol, Diego Armando Maradona … Graças a Deus, pelo futebol, por Maradona, por essas lágrimas, por este Argentina 2 – Inglaterra 0”

Vida pessoal de Maradona

A vida pessoal de Maradona sempre foi cheia de escândalos de todos os tipos, principalmente em virtude do seu vício em drogas. Ele próprio admite que esta doença arruinou sua vida em todos os sentidos, mesmo no futebol. “Se eu não tivesse ficado tão chapado, teria sido um ótimo jogador, ainda melhor do que fui“, disse ele uma vez.

Por um longo tempo, Diego reconheceu apenas duas filhas: Dalma e Gianina Maradona, filhas do casamento com Claudia Villafañe (eles foram casadas por 14 anos). Então, ele reconheceu Diego Junior e Jana, que nasceram como resultado de casos extraconjugais. Em 2013, no meio da separação com sua então parceira, Verónica Ojeda, nasceu Diego Fernando. Em 2019, foi confirmado que Maradona tem mais três filhos em Cuba, os quais ele ainda não reconheceu oficialmente, mas espera-se que o faça. De qualquer forma, há rumores de que poderiam haver mais filhos do camisa 10 espalhados por aí.

Ao longo de sua vida, Maradona não apenas teve problemas legais devido a problemas de paternidade. Ele também teve denuncias de violência de gênero e assédio sexual por uma de suas parceiras, Rocío Oliva, e por uma jornalista russa que o entrevistou em 2017.

Além disso, foi processado por violência em várias ocasiões e é acusado de sonegar impostos durante seus últimos dois anos em Nápoles.

Em várias ocasiões, teve problemas de saúde devido ao seu vício. Por isso, ele realizou muitos tratamentos para superar a doença, passando alguns meses internado em clínicas de reabilitação.

Devido a esses problemas, hoje existem muitas pessoas que tem rejeição a Maradona. No entanto, são muitas mais as pessoas que continuam tratando-o como um deus por todas as alegrias que ele trouxe no seu melhor tempo como jogador de futebol.

10 curiosidades sobre Maradona

14 vezes 3

Ao longo de sua carreira, em 14 jogos, Maradona marcou 3 ou mais gols. Em 9 deles, ainda jogava pelo Argentinos Juniors. Com a Seleção Argentina, ele o fez em um amistoso.

O melhor, nos juvenis e no profissional

Muitas vezes se diz que um jogador que é uma estrela nas categorias de base não vai se tornar uma estrela no futebol principal. Maradona quebrou esse tabu: ele é o único jogador da história a ser campeão e melhor jogador da competição, tanto em uma Mundial Juvenil como na Copa do Mundo.

Recordes negativos

Maradona também tem dois recordes negativos. Em 1996, com a camisa do Boca Juniors, ele perdeu cinco pênaltis consecutivos. O outro: ele sofreu a pior derrota da história da seleção argentina quando foi treinador. Foi a derrota por 6 x 1 para a Bolívia em seu segundo jogo, igualando a derrota para a Tchecoslováquia na Copa do Mundo de 1958.

O “quase gol” do século

Em 1980, a Argentina jogou amistoso na Inglaterra, em Wembley. Lá, Maradona fez uma jogada formidável, muito parecido à de seu gol histórico contra o mesmo rival na Copa do Mundo de 1986. A principal diferença foi que, no momento da definição, a bola apenas raspou a trave. “Os ingleses pensaram que eu os perdoaria … mas El Barba guardou o presente para mim seis anos depois”, disse Diego.

Triste fim no Barcelona

Na final da Copa del Rey de 1984, o Barcelona de Diego enfrentou o Athletic Bilbao. Quando o jogo terminou, com derrota para o Blaugrana, ocorreu um dos eventos mais vergonhosos da história do esporte espanhol: uma batalha campal que teve Maradona como principal protagonista, atingindo quase todos os rivais e provocando em um deles. uma concussão cerebral. Foi seu último jogo no clube catalão.

A despedida

A partida de despedida de Maradona foi realizada mais de quatro anos após sua última partida como profissional. Foi em 10 de novembro de 2001, em uma Bombonera lotada. Foi um encontro cheio de figuras históricas do futebol: Verón, Zanetti, Riquelme, Francescoli, Cantona, Valderrama, Stoichkov, Higuita, entre outros.

Naquele dia, Diego disse uma de suas frases mais lembradas: “Eu errei e paguei. Mas a bola não se pode manchar.”

O dia em que Palermo salvou a Maradona

A Seleção Argentina, liderada por Maradona, chegou inestável nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul. No jogo decisivo, enfrentavam o Peru e precisavam vencer de qualquer jeito para classificar-se. Em uma chuva torrencial, o jogo estava 1 x 1 e o tempo havia esgotado. Mas Martín Palermo conseguiu marcar, provocando alegria e alívio em Maradona, que marcou história ao deslizar na grama em meio a chuva.

Primeiro encontro com Pelé

Estou morrendo de vontade de conhecer Pelé“, disse Maradona em janeiro de 1979. Finalmente, após muito esforço, Diego conseguiu realizar seu sonho em abril daquele ano. Foi um encontro muito agradável no Rio de Janerio, na casa do “rei do futebol”, que deu grandes conselhos a um jovem de 18 anos que faria história anos depois.

A noite do 10

Se para Maradona estava faltando alguma coisa, era ter um programa de TV. E o teve, em 2005, quando organizou seu programa chamado “La noche del 10“. Era um programa de entretenimento, que apresentava entrevistas com grandes convidados, futebol, e é claro, anedotas imperdíveis de Diego. E ele mostrou que na TV ele também era bom: foi um dos programas mais assistidos naquele ano. O primeiro convidado desse programa foi Pelé.

Futuro craque?

Uma das filhas de Maradona, Gianina, teve um relacionamento com o jogador de futebol argentino Sergio Agüero, com quem teve um filho, Benjamin. É isso mesmo, esse garoto é filho de um dos maiores artilheiros da Argentina e neto de um dos melhores jogadores da história. O legado continuará?

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